“Criptomoedas e Blockchain para Utilizadores”

Maio de 2020

Autores

Luís Antunes

Alexandra da Silva

Curso: “Criptomoedas e Blockchain para Utilizadores”

 

1.      Moeda FIAT, Criptomoedas e Altcoins

1.1.   Evolução do Conceito de Dinheiro

1.2   Definição de Criptomoeda

1.3   Bitcoin – Satoshi Nakamoto

1.4   Altcoins

 

2.      Vantagens, Desvantagens e Segurança

2.1.   Vantagens

2.2.   Desvantagens

2.3.   Princípios Básicos de Segurança

2.3.1.     Opcional para o utilizador – 2FA

2.3.2.     Obrigatório para o utilizador – KYC e AML

 

3.      Armazenamento e Transações

3.1.   Carteira Digital

3.2.   Operações: Compra/Venda

3.3.   Operações: Envio/Receção

3.4.   Exchange

3.5.   Investimento: Trading

3.6.   Investimento: Holding

3.7.   Máquinas Automáticas (ATM bitcoin) e Terminais de Pagamento

 

4.      Tecnologia Blockchain

4.1.   Conceitos e Utilidades

4.2.   Características

4.3.   Aplicabilidades

 

5.      Demonstração Prática: Criptomoedas

5.1.   Criação de conta – Carteira Digital

5.2.   Criação de conta – Exchange

5.3.   Comprar e enviar Criptomoeda

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Agradecemos a Satoshi Nakamoto pela partilha de valor acrescentado

para a rede de todos - a Internet.

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“Criptomoedas e Blockchain para Utilizadores”

1.      Moeda Fiat, Criptomoedas e Altcoins

1.1   Evolução do Conceito de Dinheiro

Dinheiro desde sempre até à atualidade um conceito apreciado por todos, não propriamente pelo seu valor, mas por tudo aquilo em que se pode converter. Há milhares de anos, que o dinheiro acompanha a economia, ajustando-se na sua forma para gentilmente conseguir o seu objetivo - facilitar o comércio e os serviços.

Se observarmos a história do dinheiro, vamos conseguir reparar que tudo ronda em torno das formas que o dinheiro adquire para fazer face às exigências do mercado, utilizando os conceitos tecnológicos do momento, para a sua progressão.

 

Vejamos como exemplo três épocas distintas:

·      Os primórdios

Nesta época, o comércio podia caracterizar-se por uma troca de produtos, mercadorias ou serviços e muitas dessas trocas eram simplesmente isso, troca de produtos (gado, sal, especiarias, etc…). O valor real do produto em si nem era considerado, pois a forma que o conceito de dinheiro assumia era por isso, muito diferente da atualidade! No final desta época o conceito de dinheiro começava a tomar outras formas.

·      A Idade Média

É nesta fase da Humanidade, que surge o conceito papel-moeda em si, ou seja, o dinheiro adquire a forma de moedas ou notas, algo inovador para aqueles tempos e que muito veio contribuir para simplificar o comércio.

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As chamadas “Moeda FIAT” que na atualidade viriam a ser as moedas geridas e regulamentadas pelos Governos dos Países e que, por isso, representam o valor do dinheiro convencional de cada País, como por exemplo: € Euro, $ Dólar, £ Libra, R$ Real, etc…

 

·      A atualidade

Essa forma de dinheiro em papel-moeda, vigora até hoje! No entanto, se recuarmos umas décadas, vamos observar o dinheiro físico a tomar formas, cada vez mais digitais e virtuais – através de cartões, Homebanking, etc…

Numa primeira fase, todas essas novas formas de dinheiro, lidaram com a resistência natural do ser humano, para a aceitação, aprendizagem, até ao começo da sua utilização.

O Homebanking por exemplo, que surgiu nos finais do século XX, durante largos anos, foi considerado por muitos, como um serviço inseguro, pois existia um elevado número de fraudes, mas na maioria, devido ao não conhecimento de regras básicas de segurança, por parte do próprio utilizador e não a problemas de segurança do sistema do banco. Hoje esse número é muitíssimo reduzido, o que torna o Homebanking um serviço bastante seguro e atualmente uma forma de utilização de dinheiro bastante popular, por todo o mundo.

Em alguns Países, o dinheiro na sua forma física de moedas e notas (papel-moeda), já representa a menor parte dos meios utilizados para pagamentos, o que suporta a previsão tecnológica, de que esta forma de dinheiro (papel-moeda) está a caminhar para o final do seu ciclo e a abrir espaço para uma tendência de dinheiro mais virtual – as criptomoedas!

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1.2   Definição de Criptomoeda

 

As palavras criptomoeda e Bitcoin, são conceitos desconhecidos ainda por muitos dos utilizadores. No entanto, a frequência com que nos últimos anos, são divulgados, nos midia tradicionais e em especial na rede (a Internet) tornam estes conceitos, na atualidade, cada vez mais familiares.

 

Mas afinal o que são criptomoedas?

 

Existem hoje em dia, inúmeras definições para este conceito, que dependem muitas vezes, do entendimento de cada pessoa, País e dos motivos pelas quais são originadas, ou seja, não existe propriamente uma consensualidade entre as várias definições. No entanto, a título exemplificativo, listamos algumas em seguida:

 

  Moeda virtual;

  Dinheiro virtual;

  Ativo financeiro;

  Meio de pagamento;

  Sistema de pagamento;


É importante referir que a primeira criptomoeda do mundo foi o Bitcoin e que a entidade Satoshi Nakamoto intitulada como a sua criadora, definiu-a como um sistema de pagamento eletrónico. Mas usando os exemplos anteriores, muitos outros conceitos surgiram, desde então, para caracterizar a palavra criptomoeda.

Porém, existe algo comum a todas as definições, o facto de serem descritivas de um conceito virtual, sendo que, qualquer criptomoeda existe apenas em formato digital.

Este novo conceito (criptomoeda), é um programa informático (código) que gera o que alguns chamam de dinheiro virtual, e por isso, não existe em nenhum tipo de formato físico.

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Consolidando a informação anterior, é importante afirmar, que a materialização de determinada criptomoeda, em moeda FIAT – moeda convencional de cada país, é possível. Desta forma, estabelece-se a ligação entre o mundo das criptomoedas e o mundo financeiro convencional.

 

Ainda em relação às definições do conceito “Criptomoeda”, reforçamos a ideia de que, as definições apresentadas são algumas das mais simples e comuns que existem, no momento da nossa escrita, mas esta tecnologia está em processo de crescimento e estamos certos que muitas outras definições vão surgir.

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1.3   Bitcoin – Satoshi Nakamoto

O Bitcoin, a primeiríssima criptomoeda descentralizada do mundo, uma informação conceptual protegida pela tecnologia que lhe deu origem – Blockchain, e por isso, tendo em conta uma das características desta tecnologia (à qual daremos um destaque próprio adiante), imutável, para todo o sempre.

Todas as ideias iniciam com um pensamento, antes de serem concretizadas e obviamente que por detrás desse pensamento está alguém, que todos temos curiosidade em saber quem, principalmente tratando-se de uma ideia inovadora e que já está a originar mudanças de grande impacto no mundo. No entanto, e neste caso em particular, existe uma exceção, pois na atualidade, a verdadeira identidade do criador do Bitcoin, permanece desconhecida. É verdade!


Bitcoin, como tudo iniciou:

 

Em 2008, uma entidade, utilizou um pseudónimo, que se auto-intitulou por “Satoshi Nakamoto” e atribuiu-lhe a criação do Bitcoin – a primeira criptomoeda descentralizada do mundo, um conceito inovador que deu o primeiro passo para uma nova era de transações financeiras.

Digamos que a entidade Satoshi Nakamoto, programou o Bitcoin, lançou-o na Internet e dessa forma, despertou o interesse de alguns e daí surgiu uma comunidade de interessados no Bitcoin, com quem Satoshi Nakamoto, comunicou durante um período de tempo, em seguida e até à atualidade desapareceu!

Entendemos importante, referir que o código – programação que origina um software, neste caso do Bitcoin - é totalmente aberto e está disponível de forma gratuita, a quem o quiser consul­tar, pretender melhorar ou ainda criar outros produtos com base nesse código. Neste sentido, Satoshi Nakamoto além de criar uma inovação, foi altruísta na forma como a partilhou com o Mundo.

Na realidade esta tecnologia já foi melhorada e outras derivações diretas ou indiretas já aconteceram, dando origem por exemplo a outras criptomoedas. 

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Listamos em seguida uma síntese de aspetos relevantes da história do Bitcoin:

  Primeira criptomoeda descentralizada do Mundo;

  Criada pela entidade Satoshi Nakamoto e definida como um (Electronic Payment Cash System ) - Sistema de Pagamento Eletrónico;

  Surge em 31 de Outubro 2008 com a publicação de um artigo (paper) chamado “A Peer-to-Peer Electronic Cash System”;

  Bloco 0 - “Genesis Block”, o chamado primeiro bloco gerado na Blockchain, tem origem em 03 Janeiro 2009.

 

No entanto, existem muitos outros detalhes em relação a esta síntese que poderíamos abordar, assim como, acrescentar muitas outras informações que consideramos também interessantes e relevantes, mas não acrescem valor, para uma fase inicial de aprendizagem.

Continuando ainda, numa fase inicial de aprendizagem é relevante mencionar que cada moeda FIAT, tem associada uma unidade mais pequena, no caso do € Euro a unidade mais pequena é o cêntimo. No caso do bitcoin, o primeiro nome da sua entidade criadora - «Satoshi», ficou por ser convencionado, como a unidade mais pequena do bitcoin.

Isto é:

 

1 Satoshi (menor unidade do bitcoin) = 0.00000001 bitcoins

 

Uma outra informação relevante, é que o Bitcoin foi programado com a intenção de gerar um número máximo de bitcoins até um determinado período de tempo. Assim sendo, o número máximo de bitcoins gerados será de 21.000.000 (vinte e um milhões) e o último bitcoin será gerado aproximadamente no ano 2140.

Esta inovação criada em 2008 vai gerar bitcoins, muito para além da vida de um ser humano! Uma última informação para esta etapa de aprendizagem, se estiver atento, vai notar que muitas vezes Bitcoin é escrito inicialmente em maiúsculas (Bitcoin) e outras vezes em minúsculas (bitcoin). Esta distinção que se convencionou, tem uma missão, distinguir a tecnologia em si – o protocolo do Bitcoin, da criptomoeda bitcoin.

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Por outras palavras, se for escrito inicialmente em maiúscula (Bitcoin) refere-se ao protocolo, se for escrito em minúscula (bitcoin) refere-se à criptomoeda.

 Observe ainda que em qualquer lugar, onde exista a possibilidade de efetuar pagamentos em criptomoedas, usualmente em bitcoin, vai ver o símbolo abaixo, com a palavra bitcoin escrita em letras minúsculas, pois neste caso, estão a fazer referência à criptomoeda como um meio de pagamento. 



Poderíamos, continuar a falar sobre o Bitcoin e/ou bitcoin, aliás para que tenha noção da imensidão deste tema, o detalhe deste assunto tem originado várias bibliografias no mundo. No entanto, o ensino e a aprendizagem têm um caminho a ser percorrido, e não conseguimos dar o último passo nesse caminho, sem antes darmos o primeiro, ou seja, conquiste/domine as bases deste conceito Bitcoin e da tecnologia Blockchain e a seguir poderá prosseguir para uma aprendizagem mais ampla. 

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1.4   Bitcoin – Satoshi Nakamoto

Altcoins

 

Nesta época tecnológica em que vivemos, rapidamente qualquer inovação se propaga pela Internet e com a mesma rapidez, essa mesma inovação pode desaparecer, no caso de insucesso, ou ganhar asas e gerar uma comunidade de seguidores, no caso de sucesso.

Ora o Bitcoin, vingou e iniciou um caminho próspero, e por isso, na Internet, apareceu rapidamente uma comunidade que o seguiu e estudou, e como é óbvio, pois nunca estamos todos de acordo, surgiram novos conceitos que derivaram do conceito original Bitcoin. Um desses conceitos é o conceito de AltcoinsAlternative Coins, traduzindo, moedas alternativas, ou seja, derivações da criptomoeda original Bitcoin.

Todas as criptomoedas são Altcoins, excepto o bitcoin!

As Alternative Coins, neste momento são imensas, pois existem nos nossos dias mais de 1000 Altcoins. Interessante, se compararmos com as chamadas moedas FIAT – as moedas ditas convencionais, pois até as moedas físicas que representam os países, exemplos: € Euro, $ Dólar, £ Libra, R$ Real, estão em menor número no mundo.

Mas não se assuste com a quantidade numerosa de Altcoins, a sua grande maioria não tem expressividade neste novo mundo das criptomoedas, e um dos motivos é a intenção da sua criação por vezes não ser digna do respeito deste novo mercado.

A importância da pesquisa sobre as características e objetivos de uma determinada Altcoin, antes de a comprar ou utilizar, é essencial, principalmente se o objetivo for programar ou investir em determinada Altcoin.

 

Conhecer as características da Altcoin vai por isso permitir:

 

  Investir com maior fiabilidade;

  Optar pela melhor plataforma para programar.

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Assim e nesta sequência, é necessário:

 

  Definir o objetivo que quer atingir com a utilização da Altcoin (Criptomoeda);

  Procurar a Altcoin que se ajuste ao objetivo definido;

  Analisar o Whitepaper da Altcoin (Documento que explica as características da Altcoin).

 

A título meramente informativo, listamos em seguida algumas das principais Altcoins:

  Ethereum

  Bitcoin Cash

  Bitcoin Gold

  Ethereum Classic

  Litecoin

  Dash

  Monero

  Ripple

 

Tendo em conta presentemente, as principais Altcoins,  a Ether (da Ethereum), desenvolvida com base no protocolo da Blockchain da Ethereum, é uma das mais importantes e fiáveis. Para que fique esclarecido a Blockchain é uma tecnologia, emergente e inovadora que abordaremos num capítulo próprio.

Esta tecnologia (Blockchain), não é estática, pois está em processo de crescimento contínuo e constante. Os seus primeiros passos, foram dados com o aparecimento do protocolo do Bitcoin, que ficou disponível para quem o quisesse ver, utilizar e/ou melhorar e isso de facto aconteceu, esse protocolo foi melhorado e daí outros surgiram. Neste momento, sem entrar em terminologias e conceitos técnicos, pretendemos clarificar, que existem vários Blockchain (cadeia/sequência de blocos) que originam várias criptomoedas, ou seja, as Altcoins.

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2.      – Vantagens, Desvantagens e Segurança

2.1   Vantagens

 

Criptomoeda, um novo conceito que facilmente se depreende como inovador, com um potencial tecnológico já reconhecido pelos gigantes da tecnologia, tais como a Google (Android) e a Apple (iPhone). Se à Google e à Apple, juntarmos outros “gigantes” da tecnologia, nomeadamente Microsoft, ficamos no mínimo curiosos, sobre as vantagens do que alguns definem como “novo dinheiro” - Criptomoeda. Será por isso, uma questão de tempo até se generalizar na sociedade.

 

Antes de sintetizarmos algumas das vantagens das criptomoedas, recordamos o seguinte:

 

  Atualmente há mais dispositivos móveis no planeta, que o número de habitantes;

   Uma enorme parte da população mundial possui telefone móvel, muitas vezes um smartphone;

  Grande parte da população ainda se encontra excluída do sistema bancário comum.

 

Após estes factos, podemos depreender que a população tem um telefone, mas muita dessa população, não tem qualquer acesso a um serviço ou conta bancária.

 

Desta forma e assumindo por parte do utilizador a posse de um dispositivo com acesso à Internet, independentemente da localização geográfica, a utilização da criptomoeda viabiliza situações favoráveis aos seus utilizadores, permitindo, entre outras, as seguintes vantagens:

  Facilidade de utilização – Podem ser utilizadas em qualquer parte do mundo, em qualquer momento e por qualquer pessoa;

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  Maior rapidez – Torna possível o envio e receção de valores monetários (criptomoedas) num curto espaço de tempo, que pode ser apenas escassos minutos ou até mesmo segundos;

  Taxas mais baixas – As transações podem ser efetuadas a um custo muito reduzido, praticamente nulo ou até inexistente;

  Maior segurança – Esta vantagem é possível tendo em conta a segurança da tecnologia em que este conceito foi desenvolvido – Blockchain;

  Redução de burocracia – Para efetuar uma transação é na maior parte dos casos, apenas necessário, indicar o valor a enviar e o destinatário do mesmo, no entanto tudo irá depender da criptomoeda e do método que estamos a utilizar para a transação;

  Descontos nos preços de produtos e serviços – Existem na atualidade empresas que oferecem descontos aos clientes que efetuem pagamentos em criptomoedas.

 

Existem ainda dois conceitos (volatilidade e Legislação/Regulamentação) que neste momento, vamos evidenciar como vantagens, a parte em que estes conceitos assumem um cenário positivo, mais tarde – nas desvantagens, vamos explicar a ambiguidade destes conceitos.

  Volatilidade – Volatilidade (oscilação do valor das criptomoedas) é uma vantagem para investidores, através da qual podem concretizar o seu objetivo – o lucro;

  Legislação/Regulamentação - A regulamentação e legislação está a dar os primeiros passos para cobrir este conceito emergente das criptomoedas. Existem inclusive países como por exemplo EUA, no seu Estado de Nova York que desde 2014 tem legislação sobre o mundo das criptomoedas, através da New York Bit License. Referimos ainda que outros países, como por exemplo Japão, Singapura e Brasil, possuem já alguns pacotes legislativos sobre a matéria de criptomoedas. Contudo, as legislações diferem entre si de país para país, dependendo de como os legisladores elaborem as leis, ou até mesmo como interpretam o próprio conceito de criptomoeda, que como referimos não é consensual. No entanto, quando a legislação existe, é uma vantagem, porque dá garantias reais ao utilizador de que o conceito tecnológico é legal e por isso o utilizador sente normalmente maior confiança em utilizá-lo. Afinal, não é possível legislar sobre alguma coisa que ainda não existe! É o processo normal nestas situações em que primeiro surge a criação, a inovação, a invenção e só depois então surge a legislação.

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Listamos algumas das vantagens desta tecnologia, mas importa referir, que podem existir outras e até mesmo algumas ainda serem desconhecidas na atualidade, tendo em conta o processo inicial e natural de crescimento, em que se encontra este conceito.

No entanto e com o mesmo grau de importância, daremos destaque no próximo capítulo, também às desvantagens das criptomoedas, pois para uma utilização consciente, por parte dos utilizadores desta tecnologia, é necessário ter a perspetiva das “duas faces da mesma moeda”.

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2.2   Desvantagens

Tudo na vida tem dois lados, estarmos informados dos prós e contras, das vantagens e desvantagens, é essencial para a boa utilização de qualquer conceito, ainda mais quando é algo inovador como no caso das criptomoedas.

Por isso, vejamos então algumas desvantagens das criptomoedas e vamos iniciar pela volatilidade e regulamentação/legislação, para explicar a ambiguidade deste conceitos, referidos também como vantagens anteriormente.

  Volatilidade – o risco associado à oscilação do valor das criptomoedas em geral, é de facto umas das maiores desvantagens, para quem as pretenda utilizar unicamente, como meio de troca, por exemplo: envio/recepção, pagamento, etc.

 

É importante referir que existem no mercado das criptomoedas as chamadas Stable Coins – moedas estáveis, cujo valor, como do próprio nome se depreende, é tendencialmente estável, pois não partilham da característica de volatilidade como as demais criptomoedas. Mas, neste caso, pela sua estabilidade, não são apreciadas para o investimento, pois como referimos nas vantagens a volatilidade é apreciada pelos investidores.

           

Retomando as desvantagens…

 

  Regulamentação e legislação – Na grande maioria dos países ainda não existe regulamentação e legislação para as criptomoedas. Obviamente, tudo o que não está devidamente regulamentado e legislado, suscita dúvidas, pois não existem linhas de guia que orientem e delimitem o que é aceite do que não é, e isso torna confusa a sua utilização.


     Cada vez mais países estão a minimizar esta desvantagem e a criar a sua própria legislação, para o assunto. Na atuali­dade, na maior parte dos países, a nível mundial, ainda não existe regulamentação e/ou legislação para lidar com as

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     criptomoedas. Isto significa dizer que não havendo regulamentação ou legislação, quem decidir investir em criptomoedas, estará por sua própria conta e risco. Por outras palavras, não existirá qualquer proteção ao investidor, no caso da perda de dinheiro investido em criptomoedas.
Se compararmos com o sistema bancário convencional, como está totalmente regulamentado, o investidor, embora possa correr também alguns riscos, terá sempre ao seu dispor diversos mecanismos legais que o protegem e aos quais poderá recorrer;

  Máquinas Automáticas (ATM bitcoin) e Terminais de PagamentoExistem máquinas e equipamentos que fazem a ligação entre o dinheiro físico e as criptomoedas, como explicaremos adiante no capítulo de armazenamento e transações. No entanto, na atualidade, a quantidade existente destas máquinas automáticas e equipamentos, ainda é insuficiente, facto que não potencia a visibilidade para a existência das criptomoedas, principalmente pelos mais distraídos no uso das novas tecnologias;

  Hacking – As ações incorretas dos chamados piratas da Internet, os Hackers, estão também na origem de alguns mal entendidos e boatos infundados sobre as criptomoedas, nomeadamente sobre a segurança das mesmas. É facto, já existiram roubos em carteiras digitais e Exchanges, locais onde se podem armazenar criptomoedas, como veremos em detalhe num capítulo próprio, mas continuando, também existem com frequência roubos de moedas FIAT (euros, dólares, libras, reais, etc.) e esses atos incorretos, não tornam as moedas físicas convencionais inseguras. Um assalto, um roubo, infelizmente pode e vai sempre acontecer, tanto no mundo quotidiano tradicional, como no mundo virtual e perante este acontecimento, devemos questionar a segurança dos nossos bens e não a fiabilidade dos mesmos;

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  Resistência à mudança A descoberta de algo diferente do que já existe, é essencial para a evolução dos tempos, mas como sabemos não é fácil mudar. Este passo de mudança, neste caso, dos conceitos tradicionais e conhecidos, para os conceitos desconhecidos que exigem tempo de adaptação, dedicação e aprendizagem, a maioria das pessoas, tende a resistir. Logo, acontecem interpretações, incorretas, o que origina muitas vezes, ruídos de comunicação que levam a boatos enganosos. Claro que, quando estamos perante conceitos inovadores bem-sucedidos, como o caso das criptomoedas, o fundamento dessas resistências rapidamente termina, e quem no passado resistiu, num futuro, mais cedo ou mais tarde, terá de aderir, tal como sucedeu por exemplo com os cartões bancários e o homebanking.  




    Estas são, no nosso entendimento, as desvantagens mais relevantes das criptomoedas, mas certamente à medida que vai aprendendo sobre o assunto, terá também a sua opinião e experiência e possivelmente poderá identificar outras desvantagens, que mereçam destaque.

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2.3   Princípios Básicos de Segurança

 

Segurança é uma das necessidades básicas do ser humano, todos gostamos de nos sentir em segurança, por isso, fechamos a porta da nossa casa, trancamos o nosso carro, contratamos seguros contra tudo e todos, e por aí vai, no que diz respeito às ações de segurança. Assim sendo, fora do mundo virtual, as empresas, que nos prestam serviços de segurança, por exemplo, as empresas de seguros e alarmes, sujeitam-nos a extensas burocracias, para que sejamos identificados como os reais detentores do serviço a prestar.

 

E no mundo virtual, como funcionam as medidas de segurança?

 

No mundo virtual, as medidas de segurança, funcionam analogamente como fora do mundo virtual, ou seja, existem medidas de segurança que todos somos obrigados a seguir, as quais vamos designar de “Medidas de Segurança Obrigatórias”; e outras (medidas de segurança), que por norma, dão a opção (com frequência) sobre a sua utilização, as quais denominaremos aqui, como ”Medidas de Segurança Opcionais”:

 

Medidas de Segurança Obrigatórias

Comecemos, por informar, sobre as medidas de segurança obrigatórias, ou seja, as medidas de segurança mais comuns a que todos os utilizadores são sujeitos (obrigados a cumprir caso pretendam usufruir de determinado serviço) pelas próprias empresas prestadoras de serviços.

Estas medidas são necessárias, para salvaguardar os serviços prestados pelas empresas. Por exemplo, a Coinbase, que entre outras funcionalidades, presta o serviço de armazenar as suas criptomoedas, tem de certificar-se que o utilizador é, quem realmente diz que é, tal e qual, como a sua seguradora pede a sua identificação para resolver alguma situação com a sua apólice.

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Assim, é prática comum a utilização de métodos de segurança, em algumas empresas prestadoras de serviços virtuais, tal como nas empresas fora do mundo virtual.

 

Mencionamos agora, neste caso, dois dos métodos de segurança mais utilizados:

 

KYC – Know Your Customer

“Conheça o Seu Cliente”, é a tradução deste conceito. Este é um método que passa pelo processo de identificação e verificação da identidade de determinado cliente. Dependendo de empresa para empresa, o método difere, por exemplo na quantidade de dados solicitados ao cliente e no tipo de exigência dos mesmos, consoante a complexidade dos serviços solicitados, pelo utilizador, ao prestador de serviços.

Por exemplo: para visualizar o seu saldo de bitcoins, na sua carteira digital, poder-lhe-á ser solicitado apenas o nome e e-mail, no entanto, para transacionar criptomoedas, a quantidade e a exigência dos dados solicitados poderá ser diferente, eventualmente com um pedido de número de telefone e/ou um comprovativo de endereço. E por esta lógica, consoante aumenta o nível de risco e complexidade da operação a efetuar, na mesma proporção, pode aumentar a quantidade e o tipo de documentação que lhe é exigida.

O objetivo principal deste método é sempre o mesmo, ou seja, a empresa prestadora de serviços deve garantir com o maior nível de confiança e fiabilidade possível, a identificação real e fidedigna do seu cliente, para assegurar a idoneidade e a segurança dos serviços prestados.

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AML - Anti Money Laundering

 

Começando, por traduzir este conceito, “Anti Lavagem de Dinheiro”, é um método que tem como objetivo criar uma série de procedimentos, leis, regulamentações, regras, regulamentos, legislações que permitam evitar comportamentos ilegais que possam acontecer para auferir rendimentos de forma irregular, ilícita e ilegal.

 

Exemplo: Na maioria dos bancos comerciais se depositar uma quantia de pequeno valor nada lhe é questionado, mas se depositar uma quantia exageradamente elevada para o fluxo habitual da sua conta bancária, vai certamente ser questionado sobre a proveniência desse valor, etc.

Agora, no caso das criptomoedas, uma transação de uma quantia elevada, pode por vezes, também ser interpretada como suspeita e por isso monitorizada, pelas empresas prestadoras destes serviços virtuais.

 

            As instituições financeiras convencionais, já levam anos de avanço no uso destes métodos. No entanto, como já referimos, estas exigências de regulamentação e legislação, estão a iniciar nas criptomoedas. Contudo, na sua maioria, as empresas prestadoras de serviços de criptomoedas, são entidades sérias e realizam o seu KYC e AML, por vezes, com base em suporte legislativo atual do sistema financeiro convencional, que adaptam ao mundo das criptomoedas.

            Estes procedimentos, são usuais e muitas vezes obrigatórios por lei, e foram replicados de fora para dentro do mundo on-line, com o mesmo objetivo, controlar as atividades dos clientes/utilizadores e a legalidade das mesmas, para que as empresas convencionais e on-line, possam proteger-se e salvaguardar a idoneidade das suas atividades.

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Medidas de Segurança Opcionais

São medidas de segurança que tendem a ser opcionais, ou seja, por norma os utilizadores têm a possibilidade de optar sobre a sua utilização, comummente com maior frequência, sem invalidar o facto, de também estas poderem ser obrigatórias, por algumas empresas prestadoras de serviços, em algumas situações.

Neste caso, a regra também é a mesma, proteja-se, tal como o faz fora do mundo virtual, por isso sempre que lhe seja dada a possibilidade de escolher um método que lhe proporcione um serviço mais seguro (um acréscimo de segurança extra por exemplo) tome essa opção, pois nenhum dispositivo é na realidade totalmente seguro.

Neste sentido, existem algumas informações de segurança virtual que é bom que lhe sejam familiares. E lembre-se que estas informações vão ser-lhe úteis tanto para funcionar no meio das criptomoedas, como em qualquer ambiente virtual, onde pretenda interagir.

Hoje em dia, trabalhamos, estudamos e interagimos pessoalmente em ambiente virtual, através dos vários aplicativos para os efeitos que desejamos, estando na realidade muitas horas do nosso dia, já no mundo virtual. No entanto, muitos dos utilizadores, usam como segurança apenas o mínimo que lhes é exigido, por exemplo, num aplicativo de e-mail utilizam apenas a habitual combinação entre utilizador e palavra-passe mas se desejar estar melhor protegido e resguardar com maior fiabilidade a sua privacidade e os seus dados, este método pode ser insuficiente.

Existe um nível extra de segurança, denominado 2FA, “Two Factor Authentication”, ou seja, traduzindo seria algo como “Dois Fatores de Autenticação”. O que significa que com este método, teremos um passo adicional para verificação da nossa identidade, para além da convencional, como por exemplo, o envio de um SMS com um código. Aqui, a combinação utilizador e palavra-passe, não é suficiente para acedermos à conta respetiva e teremos sempre que introduzir o código enviado por SMS, ou seja, o passo adicional de segurança acrescida, sendo o SMS enviado para o número de telefone que introduzimos nas configurações da nossa conta, destinadas para o efeito.

O método de 2FA é atualmente muito usual, em muitos serviços e também no mundo das criptomoedas, nomeadamente nas carteiras digitais de criptomoedas e também nas Exchange.

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Existem, no entanto, outros métodos de segurança acrescida, dependendo do que é reconhecido pelo sistema que estamos a utilizar. Por exemplo, as aplicações (vulgo Apps) que podem ser instaladas no nosso smartphone, tais como: Google Authenticator e Authy, e que igualmente permitem uma segurança acrescida, nestes casos enviando um código a cada 20 segundos, tempo este que é o que o utilizador tem para introduzir o respetivo código enviado. Depois dos 20 segundos, um novo código será enviado e assim sucessivamente.

A prevenção é fundamental, por isso se pretender minimizar as probabilidades de alguém aceder de forma ilícita a dados que não lhe pertencem, neste caso específico deste tema, às suas criptomoedas, proteja a sua privacidade e os seus dados, prevenindo-se e optando por configurar algum método de segurança acrescida.

Desta forma, eleva a um outro patamar a maximização de proteção dos seus dados e informações. Neste mundo virtual, faça disso, a sua regra básica de segurança.

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3   – Armazenamento e Transações

3.1   Carteira Digital

 

Numa carteira convencional guarda o seu dinheiro físico, sejam moedas ou notas.

 

E no mundo das criptomoedas? Já pensou como guardar os seus bitcoins ou qualquer outra criptomoeda? De que necessita afinal?

 

Simplificando, dizemos que necessita de uma carteira digital. Assim, definimos carteira digital, como sendo o local onde armazena as suas criptomoedas.

 

Uma das carteiras digitais de referência mundial é a Coinbase. Existem outras igualmente importantes, e pelas quais pode optar, como a Bitcoin Core, Xapo ou Spectrocoin. No entanto, em relação ao armazenamento de criptomoedas, em carteiras digitais, existem outros itens a considerar, ou seja, para além, de escolher determinada carteira digital, poderá decidir mediante o tipo de armazenamento e o tipo de Carteira Digital, que mais lhe seja conveniente.

Nesta sequência, informamos em seguida sobre os tipos de armazenamento e os tipos de carteira digital, possíveis entre as várias opções da atualidade:

 

Tipos de Armazenamento:

 

  Hot Storage ou Hot Wallet

Armazenamento sempre on-line, para utilização regular.

 

  Cold Storage ou Cold Wallet

Armazenamento (quase) sempre off-line, para utilização pontual.

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Tipos de Carteira Digital:

  On-line

Está sempre on-line e portanto acessível em qualquer parte do mundo, normalmente através de um acesso a um site ou por uma app, ficando as informações do utilizador armazenadas pela respetiva empresa, ou seja Carteira Digital tipo On-line é um armazenamento do tipo Hot Wallet.

Exemplo: Coinbase

  Móvel

Por norma, concebidas para um dispositivo móvel, que não estará necessariamente sempre on-line, o que o distingue de uma “carteira online”, pois este tipo de armazenamento (móvel) pressupõe uma instalação prévia num dispositivo. As informações/criptomoedas do utilizador ficam armazenadas de forma digital nesse dispositivo. No entanto, neste tipo de “carteira móvel”, o envio das criptomoedas pode ser efetuado normalmente, ou seja, recorrendo ao mundo virtual. Neste caso, o armazenamento é do tipo Cold Wallet, porque não estará necessária e obrigatoriamente on-line.

Exemplo: Bitcoin Core

 

  Hardware

De forma simples podemos definir como uma carteira física, muitas vezes com aparência física semelhante a uma pendrive, do tipo USB, na qual ficam armazenadas as informações do utilizador. Posteriormente o envio das criptomoedas é efetuado, por exemplo via on-line utilizando um dispositivo móvel que dependerá da escolha do utilizador. Na carteira digital Hardware o armazenamento é do tipo Cold Wallet.

Exemplo: Trezor

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  Papel

Pode parecer estranho, pois estamos a falar do mundo digital e virtual, e o papel é físico, mas neste caso significa dizer, que o armazenamento é literalmente em papel. No caso, o que fica armazenado na “carteira papel” é o acesso aos bitcoins - “chave” e não os bitcoins. Neste caso, os bitcoins em si, estão armazenados na blockchain, o que origina que este método de armazenamento em “carteira papel”, seja um dos mais seguros. Neste caso, estamos perante um armazenamento do tipo Cold Wallet.

Exemplo: Bitaddress

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3.2   Operações: Compra/Venda

 

Um passo fundamental para a utilização de criptomoedas é comprar criptomoedas! Assim e no geral, terá de proceder de modo igual ou similar, como quando pretende adquirir algum outro produto virtual, ou seja, recorrendo a moeda FIAT, através de um cartão de débito/crédito, ou por meio de transferência bancária. E no caso de conseguir ter acesso a uma “ATM bitcoin” (máquina similar às ATMs convencionais que opera com criptomoedas), poderá utilizar ainda moeda FIAT física, para realizar esta operação.

Para o utilizador comum, a carteira digital é o local mais frequente para efetuar a compra de criptomoeda, através de Moeda FIAT, no entanto também é possível realizar esta operação numa Exchange ou numa máquina de ATM bitcoin, como já referimos.

Após esta operação de compra de criptomoedas, poderá começar a utilizar criptomoedas em plenitude, efetuando as operações que pretender, vender/trocar/converter, enviar, efetuar pagamentos. Numa fase posterior de aprendizagem, onde obtenha informação suficiente para o domínio da prática, poderá inclusive efetuar investimentos, pois investir - trading, holding, são também operações possíveis no mundo das criptomoedas, como veremos adiante.

Para que fique claro, é normal que exista um processo de crescimento progressivo, mesmo numa inovação de sucesso, como o caso das criptomoedas, ou seja, na realidade a utilização das criptomoedas, está a tornar-se gradualmente parte do nosso quotidiano, e acreditamos, que em breve será comum entre todos nós.

Por isso parabéns, por estar neste momento, determinado em adquirir conhecimento sobre esta matéria - é um investimento com retorno a curto prazo!

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3.3   Operações: Envio/receção

 

Outra das várias utilizações possíveis das criptomoedas é o Envio/Receção de um determinado valor em criptomoeda. Significa que, uma determinada criptomoeda, é enviada pela entidade A e rececionada pela entidade B. Obviamente que essa criptomoeda também pode ser convertida em outra criptomoeda e/ou em moeda FIAT (euros, dólares, libras, reais, etc…). Por isso, esta utilização pode ser encarada, como um simples Envio/Receção de um valor monetário, em criptomoedas, neste caso, sem restrição geográfica, de forma rápida, segura e a um custo reduzido e/ou inexistente.

Ainda em relação ao Envio/Receção de criptomoedas, neste momento, recorde-se do passado e lembre-se de como adquiria produtos e/ou serviços apenas há uns anos atrás.

Que tipo de meio de pagamento utilizava? Certamente, não era igual à actualidade. E quanto mais recuarmos no passado, mais iremos constatar a evolução dos tempos, em relação às tecnologias que foram surgindo e facilitando diferentes possibilidades na troca proveniente da aquisição de bens e/ou serviços.

Como a evolução é contínua, estamos neste momento perante uma nova fase, este meio de pagamento virtual (criptomoedas), que vem agora complementar e contribuir para a evolução dos meios de pagamento já existentes, nomeadamente com a sua rapidez e segurança.

De forma direta, as criptomoedas, em casos pontuais, contribuem para a redução do preço dos bens e serviços, através dos descontos oferecidos por algumas empresas, na utilização de criptomoedas como um meio de pagamento, e de forma geral e indiretamente, pela redução de intermediários necessários para este processo.

Na prática, embora existam cada vez mais, estabelecimentos comerciais e empresas a aderirem a este tipo de pagamento, ainda não é possível, na maioria dos casos, efetuar pagamentos em criptomoeda.

E porque esta operação – efetuar pagamento em criptomoeda, está a tornar-se cada dia mais comum, é importante referir, que na verdade, em termos de procedimento, estamos unicamente a efetuar o mesmo: Envio/Receção de criptomoeda, ou seja, a criptomoeda X é enviada pela entidade A e rececionada pela entidade B. Por isso é tão simples operar com criptomoedas!

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Aproveitamos para sumarizar, as diferenças, comparativamente ao envio convencional de dinheiro:

   Rapidez extrema – Receção em minutos ou segundos, na maioria dos casos, dependendo da criptomoeda que estamos a utilizar e do fluxo da rede.

   Menor Custo – Pelo facto desta tecnologia, reduzir a necessidade de intervenção de intermediários, como por exemplo, bancos comerciais, permite que o valor enviado, seja aproximadamente o mesmo e por vezes exatamente o mesmo.

   Maior Segurança – Todas as características da tecnologia Blockchain justificam este item. Por exemplo, o valor enviado fica registado para sempre, devido à imutabilidade da tecnologia em si. É também mais segura, porque necessita de menor intervenção humana e por isso a possibilidade de ocorrência de erro humano é consideravelmente menor.

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3.4   Exchange

 

Exchange, um local virtual no mundo das criptomoedas bastante usual e de uma enorme importância. Mas o que é uma Exchange? Podemos definir de uma forma muito simples, dizendo que é uma casa de câmbios virtual, ou seja, uma plataforma onde se transaciona, em tempo real, criptomoedas, de forma similar a uma casa de câmbios convencional, mas acolhida no mundo virtual, com funcionamento integral 24h.

Neste local virtual de câmbios, pode então efetuar transações, como por exemplo: compra e venda de criptomoedas; investimentos de trading e holding, assim como, dependendo da diversidade, dos serviços prestados pelas “Exchanges”, podem ser também feitas conversões de criptomoedas para moedas FIAT, seja para conta bancária ou para cartão convencional. Mais recentemente, as máquinas e equipamentos como, por exemplo as “ATM bitcoin”, (faremos referência adiante neste capítulo), podem também apresentar ligação a uma “Exchange”, para a realização das operações com criptomoedas.

Tendo em conta, o facto de na atualidade existirem várias Exchange disponíveis, acontece com frequência a dúvida por parte de alguns utilizadores, sobre qual o critério a seguir para a escolha de uma Exchange, no entanto esta escolha é de facto subjetiva, pois deverá ir de encontro aos objetivos pretendidos pelo utilizador, pois é como escolher um carro, um computador, um telefone, etc… Opte mediante os seus interesses. Contudo, deixamos aqui alguns exemplos de Exchange, apenas para que inicie a sua pesquisa.

Exemplos de Exchange: Bittrex, Coinbase Pro, Kraken.

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3.5   Investimento – Trading

De um modo geral Trading, é o simples ato de comprar e vender algo, para obter lucro, quase sempre num horizonte temporal curto, o que pode significar até várias vezes num só dia, por isso, os investidores consideram-no um investimento de curto prazo.

Neste caso, a compra/venda normalmente acontece quando o investidor entender que é o momento ideal para atingir o seu objetivo de obtenção de lucro.

Exemplificando com criptomoedas, o Trading acontece quando compra uma criptomoeda, a um determinado valor e tenta vender, a um valor superior, ao valor pelo qual comprou, num curto espaço de tempo, sempre com o objetivo de obter lucro.

Como já sabe, uma das características das criptomoedas é a volatilidade, ou seja, a oscilação do seu valor pode acontecer por vezes de uma forma imprevisível e por isso, muitas vezes, é necessário uma certa perícia, experiência e sensibilidade, por parte do investidor, para que o lucro aconteça. O Trading aplicado às criptomoedas é a simples operação de compra e venda como já referimos, no entanto, a complexidade desta operação, vem das decisões:

    Quando comprar?

    Em qual criptomoeda investir?

    Onde comprar?

    Como comprar e/ou vender? (por exemplo: Moeda Fiat ou Criptomoeda)

    Onde vender?

    Quando vender?

É possível de facto, ganhar dinheiro desta forma, mas o inverso também é verdadeiro. Existem na atualidade, já muitos relatos, tanto de grandes ganhos, como de perdas de elevadas quantias de dinheiro investidos em criptomoedas.

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Obviamente, que os investimentos são um risco em qualquer área, não só no mundo das criptomoedas, mas também como em outra área, por isso, saber como investir é fundamental.

Ora, o objetivo deste ponto, neste nível de aprendizagem, é informá-lo das possíveis formas de utilização das criptomoedas, sendo o trading, uma dessas formas. No entanto, para efetuar este tipo de utilização/investimento, com criptomoedas, é necessário aprender detalhadamente sobre o tema, pois existem algumas particularidades do trading bem distintas dos demais, por exemplo o facto de ser possível efetuar transações 24h, o que significa que terá de estar atento ao seu investimento sempre, ou quase sempre, pois não existe um horário especifico para as transações acontecerem. E de um momento para o outro, pode ganhar muito, mas também perder muito.

Não estamos a encorajar, nem a desencorajar o investimento, mas a reforçar a atenção, que se deve ter no investimento em criptomoedas, como aliás em qualquer outro.

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3.6   Investimento – Holding

 

O objetivo de qualquer investimento é o ganho, no entanto, a velocidade com que o retorno, desse investimento acontece, depende do tipo de investimento em si. O Holding, é por isso, um investimento de longo prazo, destinado a quem tem pouca disponibilidade e pouca perseverança, para um acompanhamento regular do mercado em questão, e ao mesmo tempo, dispõe de um fundo de maneio, que permite a espera, que neste caso, poderá ser longa, para obter retorno do investimento - lucro.

No caso concreto, do investimento do tipo Holding em criptomoedas, basicamente compramos determinada criptomoeda e aguardamos a sua valorização a médio e/ou longo prazo. Quando a criptomoeda chegar a um valor superior que nos satisfaça, há a decisão, da respetiva venda, no sentido de obtermos lucro.

De igual forma ao Trading, tenha presente que é necessário conhecimento específico, para gerar rendimento, através deste tipo de investimento. Como tudo na vida, se quer ser bom em determinado assunto, primeiro adquira conhecimento, depois pratique e a seguir arrisque, mas aí o risco já será um passo consciente. 

Como já sabe, as criptomoedas não servem apenas para fazer investimentos de Trading e Holding. Talvez num futuro próximo, os investimentos em criptomoedas possam deixar de representar a sua maior utilização. Outras operações de utilização, tais como envio/receção de determinado valor em criptomoedas, ou aquisição de bens e/ou serviços, através do pagamento em criptomoedas, vão ser provavelmente operações mais expressivas no mundo.

Por isso, continue a formar-se, pois daqui a pouco tempo, vai sentir-se muito bem, por estar na linha da frente na utilização destes conceitos.

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3.7   Máquinas Automáticas (ATM bitcoin) e Terminais de Pagamento

 

Estas máquinas “ATM bitcoin”, como são normalmente denominadas, assemelham-se de aspeto físico a uma ATM convencional. No entanto, são máquinas que permitem operações de compra e/ou venda de bitcoins, utilizando moeda FIAT, ou seja, permitem a utilização de dinheiro físico e/ou cartão de débito, para realizar as referidas operações com criptomoedas.

Este tipo de máquina “ATM bitcoin”, está conectado à Internet e permite normalmente, uma ligação do utilizador a uma determinada Exchange de bitcoin. Outra particularidade destas máquinas - ATM de bitcoin, é que ao contrário, das ATMs convencionais, não têm conexão a uma conta bancária.

São bastante úteis estas máquinas, pois dão uma outra possibilidade de adquirir bitcoin - através do dinheiro físico, já que, obviamente no mundo virtual, esta forma de aquisição física, de bitcoin é impossível. Existe ainda, uma outra vantagem na utilização destes equipamentos, para além, de serem simples de utilizar, os processos burocráticos são também mais reduzidos.

Estamos a falar de bitcoin mas muitas destas máquinas, para além de permitirem as operações atrás referidas com a criptomoeda bitcoin, permitem, por vezes, as mesmas operações com outras criptomoedas, tal como ether (ETH) e litecoin (LTC) por exemplo, mas as Altcoins equacionadas por estes equipamentos ainda são poucas.

Presentemente estas máquinas não são comuns em qualquer lugar, como já mencionamos nas desvantagens, embora já existem ATMs de bitcoin em largas dezenas de países.

A nível mundial, presentemente, já existem mais de 7000 ATMs de bitcoins, sendo os EUA o país que detém a maior quantidade de máquinas no Mundo, ultrapassando as 5000 ATMs; seguidos pelo Canadá e Reino Unido, com mais de 700 ATMs e 300 ATMs, respetivamente. Países como Áustria, Espanha e Suíça, possuem entre eles 100 a 150 equipamentos. As restantes máquinas encontram-se distribuídas por exemplo pela Alemanha, Itália, Portugal, Brasil, Colômbia e outros.

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Atualmente o número existente deste tipo de equipamentos não é expressivo, tal como não era expressivo, o número de máquinas ATM convencionais, existentes na década de 80 do século XX, por exemplo, mas como a tecnologia sempre leva a melhor com o decorrer dos tempos, a tendência será para aumentar e em todo o mundo.

Em relação aos terminais específicos de pagamento por criptomoeda, a tendência de crescimento de número de máquinas disponível, poderá não ser evolutiva, pois em locais, onde o pagamento por criptomoedas é possível, normalmente são utilizados cartões convencionais de débito e/ou crédito que tenham acordos prévios, efetuados entre esses locais e por exemplo a rede internacional Visa, o que significa, que um TPA convencional, é por norma, suficiente para realizar a operação de pagamento com criptomoedas.

A carteira digital - Coinbase, oferece aos seus clientes a possibilidade de adquirirem o seu próprio cartão, o “Cartão Coinbase”, reconhecido pela rede Visa. Este cartão, permite ao seu detentor, realizar as principais operações com criptomoedas, da mesma forma, que faz com as moedas FIAT, no sistema bancário convencional. O “Cartão Coinbase” é apenas um exemplo, pois existem presentemente outros cartões similares e com certeza, num futuro próximo, muitos mais vão surgir, facilitando a ligação entre o sistema financeiro convencional e o mundo das criptomoedas.

É importante referir, na grande maior parte dos casos, o pagamento por criptomoedas, é efetuado no mundo digital, ou seja, não existe a necessidade de recorrer a meios físicos, pois é suficiente que o utilizador por exemplo, tenha acesso a uma aplicação (APP), criada para o efeito, ou a um código QR, que possua as informações necessárias, para efetuar o pagamento, desta forma inovadora.

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4    – Tecnologia Blockchain

4.1   Conceitos e Utilidades

 

A tecnologia que já está a mudar o mundo – a Blockchain - é associada a uma Nova Era de Internet. No entanto, apesar dessa imponente caracterização, apercebemo-nos, ao longo das palestras presenciais que ministrámos, por vários locais, em países diferentes, que atualmente poucos a conhecem.

Na sua primeira aplicação prática, a tecnologia Blockchain deu origem ao conceito de criptomoeda, tendo a Blockchain começado com o bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo. Este conceito tecnológico inovador, complementar ao sistema tradicional financeiro, vem trazer ao dinheiro e às transações financeiras, diferentes e diversas definições, assim como novas regras, como já vimos.

Para destacar esta nova era da tecnologia Blockchain, atrevemo-nos a afirmar que este conceito (criptomoeda) é apenas uma peça de um enorme puzzle de infindáveis aplicações possíveis, com esta tecnologia.

A intervenção desta nova e emergente tecnologia, acontecerá gradualmente em todas as áreas empresariais, desde o mundo académico, até à IoT (Internet of Things) passando pelo financeiro, saúde, segurança, entre muitos outros.

É facto, todos nós vamos ter de utilizar a tecnologia Blockchain, (tal como também tivemos que utilizar a Internet e o fazemos até hoje) de forma direta ou indireta, mais tarde ou mais cedo, devido a questões de ordem pessoal e/ou profissional. Em algum momento, algures num futuro cada vez mais próximo, esta necessidade vai surgir.

Esperamos ter despertado o seu interesse para prosseguir com o seu conhecimento sobre Blockchain.

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Na realidade, como já referimos, esta emergente tecnologia Blockchain, surge através da programação do Bitcoin. Muito embora, o objetivo da entidade Satoshi Nakamoto, tenha sido claro e explícito, como sendo, a criação do Bitcoin, pois Satoshi Nakamoto, nunca referiu a tecnologia Blockchain, no paper (artigo) que ele próprio escreveu - o artigo onde são referidas e explanadas as bases do programa desenvolvido e que originou o Bitcoin.

A entidade Satoshi Nakamoto não criou diretamente a tecnologia Blockchain, digamos assim, ou seja, criou, mas não teve esse objetivo de forma direta e explícita inicialmente, tendo sido uma consequência da criação do próprio Bitcoin. Ora, os eventos subsequentes do sucesso do Bitcoin, já são conhecidos por todos e devido a isso, estamos aqui a escrever sobre este tema.

A Blockchain, é uma base de dados, diferente e inovadora, comparativamente com as demais criadas até à atualidade. No entanto, é bastante importante referir, que esta definição é muito geral e a um nível de utilizador comum e não avançado, prescindindo de quaisquer explicações técnicas sobre Blockchain, pois teríamos de acrescentar, muitas mais linhas de escrita e ainda termos técnicos, para argumentar, por exemplo, porque é que esta tecnologia numa outra ótica, pode ser também um ledger. Mas num nível de aprendizagem inicial, essa explicação e muitas outras do género, não trariam valor acrescentado para o entendimento geral dos conceitos e utilidades da Tecnologia Blockchain.

Sendo assim e continuando ao nível do utilizador comum, explicamos agora, a utilização desta nova tecnologia. Por exemplo, a Blockchain pode ser utilizada através de programas desenvolvidos, com um determinado objetivo - os famosos aplicativos ou Apps (ou dApps) que todos temos acesso em qualquer smartphone e que são muito úteis, para usufruirmos facilmente de produtos e serviços.

Embora sejam atualmente, poucas as pessoas que conhecem ou utilizam algum dos serviços que a tecnologia Blockchain permite, pois tudo tem o seu processo de crescimento e com exceção dos aplicativos que já foram desenvolvidos, por exemplo das criptomoedas, a maioria ainda não existe, ou está em fase de desenvolvimento

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e/ou criação. No entanto, as previsões tecnológicas apontam que muitos aplicativos vão resultar desta criação da Blockchain, com as mais diferentes utilidades para todos.

Recuemos no tempo: Desde a década de 90 do Séc. XX, que a tecnologia da Internet começou a ser utilizada com maior abrangência pelo comum das pessoas, mas comparativamente a essa altura, será que actualmente, a Internet é utilizada da mesma forma? Claro que não! É o que se passa neste momento com a tecnologia Blockchain.

Estamos num ponto semelhante àquele em que estávamos relativamente à utilização da Internet, nessa década de 90, ou seja, existiu uma evolução natural decorrente do seu processo de desenvolvimento que poucos puderam antever como possível.

Primeiramente a Internet, nessa época, era utilizada como um simples “motor de busca”, para adquirir informações e pouco mais, mas neste momento as suas funcionalidades vão muito para além desse início, incluindo conversações em áudio e vídeo, sem restrições geográficas.

Brevemente, a Internet - a rede que abriu as fronteiras do mundo, irá atravessar uma nova era com a tecnologia Blockchain, acrescentando-lhe valor pela forma diferente, segura e eficaz, como enquanto base de dados distribuída e descentralizada pela própria Internet, tornou possível armazenar a informação de forma mais segura, mais rápida e mais económica.

Esta nova era, trará a todos a mudança de paradigmas mentais, na forma como interagimos e atuamos na sociedade, assim como, irá também modificar o método de trabalho de profissões e atividades, tais como: advogados, contabilistas, gestores, informáticos, médicos, professores, funcionários públicos, autoridades e empresários em geral, entre outros, e já iniciou através das criptomoedas.

Para que o utilizador fique bem esclarecido, sobre a importância e o impacto da Blockchain no ecossistema tecnológico, mas a título meramente informativo, com o aparecimento da tecnologia Blockchain, um problema existente há décadas, denominado “Generais Bizantinos”, foi resolvido! O que significa que com esta tecnologia, tornou-se possível, um sistema distribuído funcionar devidamente de forma descentralizada e segura.

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A tecnologia Blockchain é baseada numa rede descentralizada, que não depende de servidores – não existe hierarquia nesta base de dados que é por si autónoma e descentralizada, por isso, a tecnologia Blockchain foi a primeira base de dados a permitir armazenar informação de forma descentralizada, confiável e segura. É uma tecnologia que está em contínuo crescimento, assim como o seu potencial.

Contudo, comparativamente com a tecnologia da Internet, que apenas existe uma (a própria Internet), neste caso, existem várias Blockchain, pois cada produto (por exemplo uma criptomoeda) e/ou serviço desenvolvido com base na tecnologia Blockchain, pode originar uma Blockchain diferente, embora as suas principais características de base de dados, autónoma, distribuída e descentralizada, estejam patentes em todas.

Para que se entenda melhor e utilizando uma analogia, imagine as várias opções atuais, dos vários serviços de e-mail, por exemplo: Gmail, Hotmail, Yahoo. Todos esses serviços de e-mail, têm como base comum a mesma tecnologia e logo as funcionalidades básicas inerentes ao conceito de “e-mail”, ou seja, garantidamente é possível enviar/receber emails em todos, anexar ficheiros, etc. O que significa, que na sua essência, todos estes serviços de correio eletrónico são iguais, no entanto, se analisarmos as opções e layouts diferentes que oferecem aos seus utilizadores, vamos reparar, que todos também podem ser diferentes entre si.

E porque queremos mesmo que fique esclarecido, faremos mais uma analogia, desta vez, fora do mundo tecnológico, imagine uma criança na escola primária, vai aprender a escrever, efetuar cálculos etc. Além de outros materiais, vai querer que a criança na sua aprendizagem tenha um caderno, no entanto, vai ser lógico que quando a criança estiver a aprender a escrever utilize um caderno de linhas, já será mais indicado utilizar um caderno quadriculado se estiver na aprendizagem de cálculos e assim sucessivamente, em todas as matérias distintas. Ora, analogamente com a tecnologia Blockchain sucede o mesmo, a essência da tecnologia é a mesma, mas as opções apresentadas pelas várias Blockchain, podem ser distintas, pois dependem do objetivo do seu desenvolvimento.

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É sempre positivo ir além do que já foi desenvolvido, e esta tecnologia apresenta variações, porque como código (programação) aberto, está disponível para todos - os que desejem melhorá-la e/ou adaptá-la. Nessa sequência, surgiram outras Blockchain, que originaram por exemplo, várias Altcoins e, desta forma, se estendeu as potencialidades desta tecnologia no geral.

Lembre-se, para programar é preciso ter conhecimentos de programação mas antes é necessário ter ideias inovadoras e para isso é preciso (unicamente) programar-se a si mesmo!

Note-se, por tudo o que já descrevemos, que a tecnologia Blockchain é de facto, uma base de dados, bastante distinta de todas as anteriormente desenvolvidas, a qual funciona com blocos de dados estruturados sequencialmente de forma cronológica. Os blocos da Blockchain estão conectados entre si, por apontadores, onde cada bloco tem um apontador para o bloco anterior. Cada um desses blocos contém informações, ou seja, as várias transações efetuadas e registadas na Blockchain, que geram um registo de dados imutável, e no seu conjunto constroem o bloco em si, que dará origem a uma sequência de blocos, crescente e distribuída pelos “nós” – dispositivos/máquinas da rede; e assim que estes mesmos dispositivos “nós” validarem a transação, a sua funcionalidade de acrescento ao bloco ocorre.

Ora bem, numa linguagem mais próxima do utilizador, esqueça por uns momentos o mundo tecnológico e pense num livro editado em suporte físico de papel, onde também estão armazenadas informações, de forma sequencial identificadas por uma numeração de páginas. Também nesse modelo de armazenamento de informações, não consegue introduzir ou retirar informação, sem que este procedimento seja notado pelos leitores/utilizadores, ou seja, se rasgar uma página do livro, interfere com a sequência da informação, e logo esse ato é notado, e o leitor saberá que a informação original foi adulterada, de alguma forma. O mesmo acontece, se quiser adicionar uma página, no meio de um livro já devidamente editado e encadernado, também não o conseguirá fazer de forma desapercebida. No entanto, podemos acrescentar muito mais informações ao livro de forma correta, utilizando a numeração sequencial e criando capítulos subsequentes, que se traduzem em novas páginas, com ligações entre si, que tornam lógica a forma de armazenamento de informação.

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Voltando à tecnologia Blockchain, cada bloco representa nesta analogia uma página do livro, que tem de ser colocada no lugar certo, no tempo certo, no momento exato, para que tudo funcione como é suposto.

Entender a funcionalidade da tecnologia per si, poderá não acrescer valor à sua utilização, no caso de um utilizador comum. Por exemplo, e fazendo uma analogia com o processo de envio de um e-mail, o utilizador não necessita saber como funciona a parte técnica deste procedimento, pois apenas terá interesse em saber que o e-mail chega ao destinatário, certo? Então de forma análoga, a funcionalidade da Blockchain será igual, ou seja, para utilizar a tecnologia Blockchain, não necessita necessariamente de saber como funciona, ou seja, para utilizar a tecnologia Blockchain, não necessita necessariamente de saber como funciona.

Outra analogia possível, imagine a Blockchain como se fosse um sistema operativo, por exemplo, o seu Windows, o seu Mac ou o seu Linux. Em qualquer sistema operativo, todos temos aplicações, como, por exemplo, um processador de texto, uma folha de cálculo, um browser, programas de conversação, jogos, etc. Essas aplicações, correm no seu sistema operativo porque alguém as programou previamente para tal, certo? À semelhança das muitas aplicações que cada um possa ter no seu sistema operativo, a Blockchain já permite e vai permitir, muitas mais aplicações, que vão muito para além do Bitcoin, mas que, a um nível mais básico apenas tem de saber utilizar.

Queremos ainda, deixar claro que, a tecnologia da Internet é essencial para que tudo funcione com a tecnologia Blockchain, o que significa, que sem a Internet a Blockchain não seria possível, por outro lado, sem a tecnologia Blockchain a Internet não evoluiria para uma outra era.

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4.2   Características

Na tecnologia Blockchain, toda e qualquer informação que seja introduzida pelo utilizador será guardada/armazenada de forma muito segura, transparente e imutável, pois é um tipo especial, digamos assim, de base de dados.

Para um melhor entendimento e aproximação da linguagem do utilizador, optamos por subdividir esta explicação em duas vertentes: aquela em que o utilizador beneficia mas não utiliza (diretamente); e aquela em que o utilizador beneficia e utiliza, ou seja:

 

Utilizador beneficia mas não utiliza (diretamente):

  Transparência total: A verdade acima de tudo, e para que isso aconteça é necessário que a informação seja pública e a Blockchain é uma tecnologia pública, pois qualquer utilizador pode aceder à sua informação, sempre que quiser. No entanto, já existem e podem ser criados Blockchain privados, mas também estes, muitas vezes são públicos no seu círculo, ou seja, a informação será, nesse caso pública, apenas no círculo restrito pertencente a essa Blockchain.

 

  Segurança muito elevada: Uma das tecnologias mais seguras do mundo, pese embora já tenham ocorrido tentativas de hacking, a nível da rede e da própria Blockchain, com intuito de corromper os dados e/ou a própria tecnologia. Devido à sua elevada segurança as informações/transações contidas/registadas nos seus blocos, muito raramente estiveram em perigo, de ser alteradas e/ou perdidas, ou seja, a sua imutabilidade tem sido garantida.

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Utilizador beneficia e utiliza:

  Programas Informáticos/Aplicativos (Smart Contracts): Estamos perante aquilo, em que enquanto utilizador, terá maior interesse, ou seja, aplicativos, que convencionalmente, também são denominados por apps e/ou dapps – as apps descentralizadas, que surgem com a Blockchain, e que, em qualquer dos casos, são puros programas informáticos, ou seja, código puro, desenvolvido por programadores e que estão normalmente disponíveis em qualquer smartphone, tablet, etc. Através da tecnologia Blockchain, vão assim surgir ainda outros aplicativos e/ou dapps, com novos recursos, que vão permitir que o utilizador, faça uma utilização optimizada, da tecnologia Blockchain.

Imagine a Internet sem nenhum software, sem aplicativos, conseguiria utilizá-la na perspetiva de utilizador comum? Por exemplo, para conversar em chats, precisa de utilizar um aplicativo, certo? Então para utilizar a tecnologia Blockchain, também precisa desses programas informáticos. Mas a maioria ainda nem existe, e para não entrar no campo das previsões tecnológicas, preferimos neste momento, dar-lhe um exemplo, de uma app simples que já existe, a app da Coinbase, a carteira digital referida anteriormente, que é uma das empresas que opera com criptomoedas e que tem um aplicativo para o seu smartphone, tablet etc, desenvolvido com base nos conceitos técnicos inerentes à tecnologia Blockchain.

 

Sintetizamos agora em tópicos, as características da tecnologia Blockchain:

Características da Tecnologia Blockchain:

  Base de dados:

  Distribuída

  Descentralizada

  Autónoma

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Utilizador beneficia mas não utiliza (diretamente):

  Transparência total

  Segurança muito elevada

  Confiança garantida

  Imutável

  Registo permanente de transações

  Registo permanente de bloco

 

 

 

Utilizador beneficia e utiliza:

  Programas informáticos que permitem o uso desta tecnologia por parte do utilizador comum (Smart Contracts).

 

Tendo em conta, o objetivo desta aprendizagem, de introduzir os conceitos base da tecnologia Blockchain, decidimos unicamente listar as características da tecnologia minimizando explicações técnicas, pois, tudo passa por um processo natural de crescimento, incluindo a própria aprendizagem, por isso existe um primeiro passo - integrar os conceitos introdutórios e só em seguida desenvolvê-los, o que, desde já, o desafiamos, a continuar a fazer.

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4.3   Aplicabilidades

 

Na atualidade, e num futuro cada vez mais próximo, as aplicabilidades desta inovação (Blockchain), tornam-se cada vez mais transversais, ao ponto de na prática, virem a interferir no quotidiano de todos, tanto a nível pessoal, na forma como vamos conseguir armazenar, por exemplo as nossas informações pessoais; como a nível profissional, por exemplo, no aparecimento de novos postos de trabalho, e/ou na extinção de outros, e até nos meios e máquinas que utilizamos com frequência.  

Como referimos antes, de facto, tudo começou com as criptomoedas, ou seja, com a primeira criptomoeda do mundo, o bitcoin, que atualmente, é uma das mais de mil criptomoedas existentes. Neste sentido, as criptomoedas são apenas um dos muitos exemplos, de um enorme leque de possibilidades, de aplicações desta tecnologia Blockchain.

Listamos a seguir, outros exemplos de áreas, onde a Blockchain já tem e/ou poderá ter, no futuro aplicabilidade prática:

  Educação

  Saúde

  Estado

  Financeira

  Segurança

  Arquivo

  Transportes

  Direito

  Alimentação

  Recursos Humanos

  Militar

  Logística

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  Energia

  Eleitoral

  Comunicação

  E… em qualquer área empresarial!



Pois é, a tecnologia Blockchain, tem particularidades e características muito específicas, que possibilitam inúmeras utilidades e potencialidades de aplicabilidades em todas as áreas empresariais, como já referimos, e está totalmente disponível para os empreendedores darem asas à sua imaginação e conceberem projetos sem precedentes.

Nesse sentido e para dar ao utilizador um conhecimento mais abrangente da transversalidade desta tecnologia, saindo também do âmbito financeiro das criptomoedas, porque em relação à aplicabilidade da Blockchain, nessa área, neste momento de leitura, o utilizador já a entendeu. Por isso, vamos exemplificar, com três áreas distintas, onde a tecnologia Blockchain, também pode ser aplicada: Saúde, Educação e Alimentação. Escolhemos estas temáticas, por ressoar na vida quotidiana da maioria dos utilizadores.

 

Exemplo de aplicabilidade na área da saúde:

Como é que a Blockchain pode ajudar a salvar vidas?

Certamente que num futuro próximo de muitas formas, mas vamos ser objetivos, e dar a resposta, com base, no que já é possível no presente. Tendo em conta, a fiabilidade e segurança do armazenamento da informação contida na Blockchain, já existem programas, com base nesta tecnologia, a serem desenvolvidos que atestam a veracidade dos componentes de medicamentos, e/ou que informem sobre o historial médico das pessoas, e permitam, que essa informação seja conhecida em qualquer parte do mundo.

Em relação ao historial médico, o desenvolvimento de uma Blockchain com este objetivo, pode parecer simples e pouco impactante, no entanto, se analisar em maior

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detalhe, vai observar que se sair do seu País, nada do seu processo médico é sabido. No entanto, se não tiver nenhum problema ou especificidade clínica, este programa, de historial de saúde, sem restrições geográficas, não é de facto relevante. Mas reflita mais, e observe a quantidade de pessoas, que não tem essa vantagem, e por motivos naturais ou circunstanciais, por exemplo, sofrem de alergias, têm tipos de sangue raros, ou são portadoras de algumas doenças, que necessitam de cuidados muito específicos. Agora, continue a reflexão, imaginando o quanto será desconfortável, para alguém nestas circunstâncias, viajar para um País, onde não domina o idioma, ou até mesmo, nesse período, passar por algum acontecimento, que a impossibilite de comunicar, e que perante uma urgência, tenha de sujeitar-se às decisões de profissionais de saúde, que não estejam a par da sua condição médica específica, perante a qual, uma decisão errada, pode originar a perda de vida dessa pessoa. A Blockchain vem reduzir esta probabilidade, porque após o desenvolvimento de programas (Blockchain), para esta área da saúde, os profissionais de saúde poderão ter acesso a toda a informação clínica dos pacientes, de forma fácil, rápida, fidedigna e sem restrição geográfica, através destes programas e aplicativos desenvolvidos para o efeito. Com esses softwares sim, a Blockchain vai certamente salvar vidas.

 

Exemplo de aplicabilidade na área da Educação:

Será que a Blockchain pode ajudar na Educação?

A Educação é a base de todo e qualquer desenvolvimento, e por isso, direta ou indiretamente, está relacionada com todas as outras áreas, devido a isso, e considerando tudo, o que já foi referido e referenciado, a resposta é obviamente sim. Tendo em conta, e a um nível muito básico, o objetivo primário da Blockchain – armazenamento de dados, e as suas características de base de dados tão distinta, imediatamente por isso, será possível estudar a informação contida em Blockchain, com maior fiabilidade, rapidez, segurança e até a um menor custo. Desta vantagem, vai certamente no futuro, advir estudos, que ajudem por exemplo na cura de doenças,

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e/ou estatísticas que ajudem por exemplo no controle de pandemias. Ou seja, a aquisição de informação é educação, nesse sentido, se a informação necessária, estiver organizada de forma eficaz, tudo na educação será simplificado.

Entrando agora, num exemplo mais específico, desta área e neste caso, vamos associar educação apenas à obtenção de graus académicos. Todos, por vezes, precisamos de consultar, determinado profissional qualificado, por exemplo um médico, advogado, professor, assim como, desejamos ter garantias que esse profissional realmente é quem diz ser quem é, e que faz uso das habilidades profissionais adquiridas em alguma instituição de ensino, acreditada para o efeito, logo seja por que motivo for, profissional e/ou pessoal, gostaríamos de ter absoluta certeza que assim é.

Os programas com base Blockchain, para a área da Educação, já em curso em algumas universidades, permitem atestar, com certeza, que o profissional que por exemplo, contratamos e/ou consultamos, é de facto um profissional qualificado, certificado por determinada instituição, ou seja, detém uma formação verdadeira e logo possui um certificado académico autêntico.  

 

Exemplo de aplicabilidade na área da Alimentação:

Será que a Blockchain pode dar a conhecer a rota detalhada dos alimentos?

 

Numa época, em que a qualidade dos produtos de alimentação, é cada vez mais reduzida e duvidosa, apesar dos muitos selos de garantia de proveniência, qualidade, entre outros, e com rótulos cada vez mais detalhados, que foram tranquilizando os consumidores, mas de alguma forma, também encarecendo os produtos.

Surge então a questão: Na atualidade estamos cada vez mais esclarecidos, mas a que preço?

O desejo de obter informação fidedigna, sobre os produtos alimentares, tem um custo mais elevado na atualidade, e a garantia na realidade não é total.

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Vejamos, por exemplo: as inúmeras e extensas auditorias necessárias, para a obtenção dos selos de qualidade dos produtos, aumenta certamente o preço dos mesmos. E não garante a ausência do erro humano, pois são inúmeros os processos aos quais estes procedimentos são sujeitos. Brevemente, poderemos dizer, que este é um cenário “antes da tecnologia Blockchain”.

   Com a tecnologia Blockchain, tendo em consideração o exemplo anterior, o consumidor terá acesso a toda a informação, sobre o percurso dos produtos alimentares, que deseja adquirir, sem que esta esteja sujeita ao erro humano, nos vários estágios do seu processo.

Lembre-se, que a forma de armazenar informação da base de dados Blockchain é uma das mais seguras do mundo na atualidade, graças às suas características, como já vimos anteriormente, o que garante a veracidade da informação mais do que, na atualidade, algum selo de garantia o fará. Acrescendo o facto, de possivelmente, termos acesso aos mesmos produtos a um menor preço, pois são eliminados certos processos no percurso dos produtos, e por isso, poderá ainda originar a descida dos preços.

Obviamente que a tecnologia Blockchain, também sofre intervenção humana, por exemplo, no momento que existe a introdução da informação, temos de assumir a veracidade dessa informação e a prévia verificação da mesma, de forma idónea. No entanto, muitos dos procedimentos subsequentes, poderão ser confirmados pelos “nós” da rede, assim existe uma redução considerável de intervenção humana.

Para possibilitar, um melhor entendimento de tudo o que descrevemos acima, por favor, reflita por exemplo, sobre o peixe que ingere. Sabe a sua proveniência? Se é de habitat natural ou de aquicultura? E sobre a qualidade deste alimento, sabe por exemplo, se foi pescado numa zona do planeta bastante poluída? Ou em caso de aquicultura, se foi alimentado de forma natural e/ou artificial? Tudo isto, influi na qualidade dos alimentos e logo, diretamente na saúde de todos. A Blockchain pode evitar, que consuma alimentos duvidosos, e por isso, que seja possível, fazer escolhas mais conscientes.

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No caso especifico da alimentação, utilizamos o exemplo do peixe, porque existe na atualidade, alguns programas em desenvolvimento neste sentido, e quisemos dar-lhe um exemplo, de algo já em execução. No entanto, seja qual o tipo de alimentação que opte por seguir, num futuro próximo poderá certamente, através da Blockchain, verificar todo o percurso do alimento que decidiu ingerir. Existem, inclusive cadeias de supermercados, que também já estão a desenvolver programas neste sentido.

Em breve, facilmente terá acesso a informação fidedigna sobre os alimentos, de forma mais segura, em qualquer lugar, em qualquer altura, apenas necessitando de ter acesso a um dispositivo (smartphone, tablet, computador, etc) com ligação à Internet, utilizando por exemplo, um aplicativo programado para esse efeito.

Estes, são alguns exemplos, das diversas aplicabilidades possíveis da tecnologia Blockchain e a forma conhecida na atualidade, de como esta tecnologia vai continuar a influenciar as suas escolhas num futuro próximo. Prepare-se!

Agora, tem motivos suficientes, para querer saber mais sobre a tecnologia Blockchain. Já entende os benefícios que terá em utilizá-la e também sabe, como a tecnologia Blockchain vai proteger toda a informação nela registada e torná-la transparente aos olhos de todos. Assim como, conhece as ínfimas possibilidades da aplicabilidade desta grandiosa tecnologia.

Confie na diferenciação, que este conhecimento trará à sua vida pessoal/profissional e continue o seu desenvolvimento na aprendizagem sobre a tecnologia Blockchain.

 

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5    – Demonstração Prática: Criptomoedas

5.1   Criação de Conta – Carteira Digital

Neste momento da sua leitura está completamente preparado teoricamente a dar este passo - a criação de uma conta numa carteira digital. Aconselhamos no entanto que assista à vídeo-aula correspondente a este capítulo, para uma melhor compreensão.

Para iniciar este processo a primeira atitude a ter é escolher uma Carteira Digital. Essa escolha é muito única, dependendo dos critérios de cada utilizador, como já mencionamos no capítulo da Carteira Digital.

As ações seguintes dependem do tipo de carteira escolhida, pelo que iremos demonstrar uma síntese da informação solicitada, das normas e da segurança, habitualmente comuns, na maioria das carteiras digitais existentes no mercado online atualmente.

As primeiras informações solicitadas, após aceder ao respetivo site da carteira escolhida, para efetuar o registo, são nesta fase, muito simples e rápidas de preencher. Simplesmente, na maioria dos casos, bastará o nome, o endereço de e-mail e uma senha de acesso. A seguir teremos que possivelmente confirmar alguns passos legais, sendo normalmente a aceitação e concordância com os termos e condições, políticas de privacidade, regulamento geral de proteção de dados, etc… todos estes passos vão depender da carteira escolhida e também da localização geográfica correspondente. Depois de concordarmos com estes aspetos legais inerentes a cada carteira, receberemos na caixa de email configurada anteriormente, ou seja, com a qual nos registamos, a confirmação de registo da nossa conta na respetiva carteira digital.

Após o processo anterior, segue-se normalmente o importante aspeto da segurança. Aqui são realizadas as configurações de segurança acrescida, sendo neste momento provável que dados como o número de telefone, seja solicitado. Reforçamos a importância das questões inerentes à configuração de segurança acrescida.

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Depois de asseguradas as questões de segurança, há que proceder às configurações dos métodos de pagamento. Solicita-se normalmente os dados de uma conta bancária e/ou o número de um cartão de crédito, entre outros. Muitas vezes esta é uma configuração essencial para finalizar o processo básico imprescindível a uma carteira digital e correspondente utilização das suas principais funcionalidades.

Neste momento, com estas configurações, já é possível adquirir criptomoedas, armazenar criptomoedas, no geral começar a operar neste relativamente recente mundo virtual.

Lembre-se que de cada vez que quiser voltar a aceder à sua carteira digital, deve ter sempre presente o endereço de email com o qual efetuou o seu registo, a sua senha de acesso e possivelmente o seu telefone configurado com segurança acrescida. Provavelmente todas as carteiras digitais que zelem pela segurança dos seus utilizadores, vão solicitar um método de segurança acrescida, pelo que enviarão um código para o seu número de telefone via mensagem convencional SMS ou recorrendo a uma aplicação, código esse que terá de introduzir num determinado tempo limite (como já vimos no capítulo da segurança).

Em síntese para a proceder à criação de uma carteira digital:

  Escolher a carteira digital;

  Aceder ao site da carteira digital escolhida;

  Introduzir os dados para a criação da carteira digital:

  Informações básicas de identificação;

  Aceitação dos termos legais e condições;

  Configurações de segurança acrescida;

  Configurações de método de pagamento.


O processo da criação de uma carteira digital é muito simples e rápido, no entanto aconselhamos que dedique toda a sua atenção, pois afinal está a configurar a sua carteira.

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5.2   Criação de Conta - Exchange

 

Este procedimento é igualmente simples, neste momento, a todos os utilizadores que tenham realizado a leitura deste e-book e também é um procedimento muito similar ao de criação de uma carteira digital. Significa dizer que a primeira ação que o utilizador necessita de ter em consideração é a escolha da Exchange. E mais uma vez, esta é uma escolha muito pessoal, dependendo dos seus objetivos e da perspetiva de utilização da Exchange, como por exemplo enquanto possível investidor. Neste caso deverá ser muito criterioso na sua escolha, pelo que recomendamos um trabalho prévio de pesquisa.

Antes de iniciar o processo de criação de conta numa Exchange, prevenimos o utilizador para o facto, de que à primeira vista, o layout de apresentação de uma Exchange é por norma mais complexo, comparativamente ao layout de uma carteira digital. Contem inevitavelmente outras operações e informações de investimento, sendo muitas vezes atualizado, mas no entanto uma Exchange é bastante “user friendly” para os utilizadores que detenham conhecimentos sobre investimentos.

Para iniciar a criação da sua conta “Exchange” aceda ao site da Exchange da sua eleição e preencha com os seus dados o formulário que surgir. Usualmente, estes dados solicitados inicialmente, são básicos, sendo provavelmente na maioria dos casos, o nome, o endereço de e-mail, senha de acesso e eventualmente a escolha do tipo de conta a criar (pessoal ou profissional). Com estes dados registados geralmente é o suficiente para prosseguir. Em seguida, surgirão os passos para configurar o(s) método(s) de segurança acrescida, que tendo em conta as possibilidades e especificidades das operações realizadas numa Exchange (operações relacionadas com investimento) muitas vezes são muito rigorosos. Assim desta forma, simples, a conta em Exchange está criada. Consoante as operações que o utilizador desejar realizar, serão solicitadas mais informações e dados a seu respeito. Com as exigências de informações adicionais que a “Exchange” lhe pode solicitar e a sua conta na Exchange já criada, pode dar passos em direção ao seu investimento financeiro, mas lembre-se que se estiver a iniciar a sua carreira de investidor a prudência será uma boa aliada.

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5.3   Comprar e Enviar Criptomoeda

 

Para comprar e enviar criptomoeda, é normalmente necessário e suficiente que o utilizador tenha como requisito mínimo uma conta já criada numa carteira digital e depois, claro, que seja detentor de uma quantia em criptomoeda para que seja possível efetuar operações.

Assim, após a criação da conta na carteira digital o passo seguinte é precisamente comprar criptomoeda. Esta compra é exatamente igual à compra de um outro produto digital, ou seja, o valor que tiver intenção de comprar em criptomoeda poderá ser pago através da conta bancária e/ou cartão de crédito configurado previamente no momento da criação da conta da carteira digital (tal como se faz para comprar um outro produto digital). Referimos ainda que existem atualmente outras formas de compra de criptomoeda e certamente outras surgirão.

Agora que o utilizador (emissor) já possui criptomoedas, para conseguir enviá-las, para um outro utilizador (recetor) é necessário aceder à sua conta (emissor) na carteira digital e indicar a quantia em moeda FIAT equivalente à criptomoeda a enviar, ou indicar na respetiva criptomoeda. O utilizador pode também personalizar, para o recetor, uma mensagem que será um texto complementar ao envio. O utilizador (emissor) necessita de saber o endereço do outro utilizador (o recetor) para proceder ao respetivo envio. Após o utilizador (emissor) confirmar todos os dados, basta clicar no botão enviar e de forma rápida e bastante segura, efetua a operação de envio de criptomoeda para o utilizador (recetor).

Para facilitar o processo é conveniente ter disponível os seguintes dados:

  Dados para aceder à conta da sua carteira digital;

  Quantia que pretende enviar ao recetor;

  Endereço do recetor.

Caso o envio de criptomoeda seja efetuado entre utilizadores que possuam contas nas mesmas carteiras digitais, poderá ter facilidades maiores ao nível da rapidez e de taxas mais reduzidas, assim como os procedimentos de envio podem ser ainda mais simplificados, como por exemplo poder enviar criptomoedas utilizando unicamente um endereço de email, ao invés de um endereço de criptomoeda.

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No caso específico de um pagamento em criptomoeda, o utilizador deve unicamente certificar-se que esse método de pagamento é aceite, como já vimos, sendo depois o processo exatamente o mesmo que efetuar um envio de criptomoeda para o destinatário.

Lembre-se, está a efetuar neste momento operações que embora virtuais representam uma equivalência a dinheiro FIAT, por isso esteja atento e confirme todos os dados para que, as suas ações correspondam exactamente às suas intenções.

Muitos Parabéns!



Concluiu a sua aprendizagem ao aliar a teoria à prática.



Utilize o conhecimento adquirido para desenvolver.



Obrigado por confiar no nosso método de ensino.



Até um próximo curso!





Saudações académicas.

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